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Programação

POÉTICAS DA REFLEXÃO
Simpósio sobre Haroldo de Campos

Curadoria e mediação: Simone Homem de Mello 

Com Claus Clüver, Gonzalo Aguilar, Horácio Costa, Leda Tenório da Motta, Lucia Santaella, Omar Khouri, Reynaldo Jiménez, Sonia Melchiori Galvão Gatto e Trajano Vieira

Intelectuais próximos à obra de Haroldo de Campos abordarão diferentes aspectos de sua produção crítica e tradutória, indissociável de seu fazer poético. Poesia e ideograma, barroco e neobarroco, crítica e semiótica, tradição e transcriação são complexos temáticos que nortearão as apresentações e discussões deste simpósio.

 

Sábado, 19 de outubro de 2013

10h às 12h30
IDEOGRAMA & POESIA CONCRETA
Com Claus Clüver, Gonzalo Aguilar e Omar Khouri
O rótulo de ‘concretista’ perdura até hoje nas referências a Haroldo de Campos, embora o poeta tenha escrito poemas concretos durante apenas um período delimitado de sua trajetória. A reivindicação programática de uma poesia verbivocovisual pelo Grupo Noigandres, apoiada em conceitos como o de ideograma, derivou – ao longo do percurso haroldiano – em outras práticas poéticas, sempre marcadas pela ênfase à materialidade da linguagem. Os princípios dessa reflexão – em poesia e teoria – serão abordados nesta mesa-redonda.

14h30 às 17h
BARROCO & NEOBARROCO
Com Horácio Costa e Sonia Melchiori Galvão
A apreciação do barroco histórico como fonte de inovação para a literatura de vanguarda marca a obra poética e o interesse crítico de Haroldo de Campos, fazendo parte da teorização de uma poética sincrônica. Em O sequestro do Barroco na “Formação da literatura brasileira” (1989), essa apreciação culmina numa crítica à obliteração da produção barroca na historiografia literária brasileira vigente. A presença barroca na obra haroldiana e a produtividade do conceito de neobarroco serão debatidas nesta mesa, na qual se abordarão aspectos históricos e ‘trans-epocais’ desse conceito.

Domingo, 20 de outubro de 2013

10h às 12h30
CRÍTICA & SEMIÓTICA
Com Leda Tenório da Motta e Lucia Santaella
Estudioso de Charles Peirce, Roman Jakobson, Charles Morris e Max Bense, Haroldo de Campos se destacou como propagador da semiótica nos meios acadêmico e intelectual brasileiros. Contrário à instrumentalização dessa ciência como um ‘receituário de procedimentos’, favorecia sua prática como ‘poética sígnica transcriadora’, considerando-a um caminho para pensar seu próprio fazer. A mesa abordará o alcance da reflexão semiótica nas obras teórica e crítica de Haroldo de Campos.

14h30 às 17h
TRADIÇÃO & TRANSCRIAÇÃO
Com Reynaldo Jiménez e Trajano Vieira
O conceito de transcriação, formulado por Haroldo de Campos como atividade tradutória equiparada à criação poética, foi desenvolvido em ligação visceral com sua prática da tradução e o resgate crítico de certas vertentes da tradição. A indissociabilidade entre fazer poético, crítica literária e arte tradutória na produção haroldiana torna necessária uma investigação multidiscursiva da transcriação. A mesa sobre Haroldo traduzido e Haroldo tradutor refletirá sobre a experiência transcriadora com a/na obra do poeta.

 

Inscrições gratuitas pelo e-mail crhc@casadasrosas.org.br ou pelo telefone 11-3285.6986

Os participantes receberão certificado no final do evento. 


Participantes

Claus Clüver é professor emérito de Literatura Comparada na Universidade de Indiana (EUA). Lecionou na PUC-SP, na USP e na UFMG. Publicou mais de vinte ensaios sobre aspectos da poesia concreta (em inglês, português e alemão). É coorganizador do volume de ensaios e entrevistas Concrete Poetry: The International Perspective, a ser lançado em breve.

Gonzalo Aguilar é professor titular de Literatura Brasileira na Universidade de Buenos Aires. Entre suas publicações em livro estão A poesia concreta: as vanguardas na encruzilhada modernista (2005) e Otros mundos – Un ensayo sobre el nuevo cine argentino (2006). Recentemente lançou Por una ciencia del vestigio errático (Ensayos sobre la antropofagia de Oswald de Andrade) (2010), que discute a obra desse autor modernista.

Horácio Costa, poeta e professor do Departamento de Literatura Portuguesa da USP, publicou em diversos idiomas, como o espanhol, o inglês e o búlgaro. Traduziu poetas modernos como Octavio Paz, José Gorostiza, César Vallejo e Elizabeth Bishop. Suas áreas de atuação incluem a Literatura Portuguesa Contemporânea, especialmente o gênero poético e os cânones das línguas portuguesa e espanhola.

Leda Tenório da Motta é professora da PUC-SP, pesquisadora, tradutora e crítica literária. Estudiosa da obra de Haroldo de Campos, organizou o volume de ensaios Céu Acima – Para um tombeau de Haroldo de Campos (2005). Traduziu, entre outros, Máximas e reflexões morais, de La Rochefoucauld. Também publicou Proust – A violência sutil do riso (2007), Prêmio Jabuti 2008. Em 2011, lançou Roland Barthes – Uma biografia intelectual.

Lucia Santaella, doutora em Teoria Literária, atua como semioticista, professora e diretora do Centro de Investigação em Mídias Digitais da PUC-SP. É presidente honorária da Federação Latino-Americana de Semiótica e vice-presidente da Associación Mundial de Semiótica Massmediática y Comunicación Global, desde 2004. Publicou, entre outros livros, Matrizes da Linguagem e Pensamento: sonora, visual, verbal (2001), Prêmio Jabuti 2002.

Omar Khouri é formado em História pela USP e doutor em Comunicação e Semiótica. Foi coordenador do curso de Artes Visuais da Unesp, onde ainda atua como professor adjunto no Departamento de Artes Plásticas. É poeta, tradutor, artista gráfico, editor, historiador e crítico de linguagens. Desde 1974, é coeditor e autor na Nomuque Edições, com destaque para o trabalho desenvolvido na Revista Artéria, de poesia intersemiótica.

Reynaldo Jiménez é tradutor, poeta e performer. Publicou diversos ensaios e livros de poesia, entre os quais Shakti (2006), antologia poética traduzida para o português por Claudio Daniel. Integrou as bandas performáticas El Invitado Sorpresa, Atlánticopacífico e Ex. Traduziu para o espanhol Haroldo de Campos, Paulo Leminski, Josely Vianna Baptista e Arnaldo Antunes, entre outros. Codirigiu, durante 15 anos, a editora e revista-livro tsétsé.

Simone Homem de Mello é autora e tradutora literária. Escreveu – entre outros – Extravio Marinho (poesia, 2010) e UBU – Eine musikalische Groteske (libreto de ópera, 2012). Como tradutora, dedica-se à poesia moderna e contemporânea de língua alemã. Atualmente coordena o Centro de Estudos de Tradução Literária da Casa Guilherme de Almeida e o Centro de Referência Haroldo de Campos, na Casa das Rosas.

Sonia Melchiori Galvão é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, professora de Teoria Literária e Literatura Brasileira e coordenadora do curso de Letras e da pós-graduação em Literatura da FASB. É poeta, compositora e atriz. Recebeu o prêmio Paul Zumthor (1999 e 2000) pelo trabalho Vozes Mestiças: as marcas da oralidade no Barroco Latino-americano, além dos prêmios Estímulo às Artes (2009) e Vivaleitura (2012).

Trajano Vieira é doutor em Literatura Grega pela USP e professor de Língua e Literatura Grega no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp. Tem se dedicado a verter tragédias do repertório grego, como Três tragédias gregas (1997) e Édipo Rei de Sófocles (2001). Organizou a tradução de Haroldo de Campos da Ilíada, de Homero. Recebeu o prêmio Jabuti pela tradução do Agamêmnon de Ésquilo (2007) e da Odisseia de Homero (2011).


CASA DAS ROSAS
ESPAÇO HAROLDO DE CAMPOS DE POESIA E LITERATURA
+55 (11) 3285.6986 | 3288.9447 contato@casadasrosas.org.br
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Quarta a sábado, das 12h às 16h
(Passível de alteração, de acordo com a programação).
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